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Falando um pouco sobre Trillion: God of Destruction

  • guedesluis993
  • May 19
  • 4 min read

Vamos dar continuidade com os jogos que recebi e o jogo da vez é Trillion: God of Destruction, um rpg que raramente é citado pela comunidade.


O jogo foi lançado originalmente para o PSP Vita em 2015 no Japão e mundialmente em 2016, recebendo um versão no mesmo ano para o computador, através da plataforma da Steam.


Uma aventura em Netherworld


O jogo se passa no inferno, onde somos apresentados ao Rei Demônio Zeabolos, que recebe um aviso assustador: O Retorno de Trillion, o Deus da Destruição, uma terrível criatura que existe desde a época do primeiro Rei Demônio.


Não preciso dizer o motivo do nome né?
Não preciso dizer o motivo do nome né?

Uma investida é realizada para impedir Trillion, mas tudo acaba sendo em vão, e como consequência, o exercito do Rei Demônio é derrotado, levando a derrota do próprio Zeabolos. Quando tudo parecia perdido, uma figura misteriosa aparece e oferece a ele um acordo para ele voltar a vida e poder se vingar, mas em trocar de um grande preço e ele aceita de imediato.

Com isso somos apresentados aos Overlords que tem a missão de proteger o Rei dos Demônios, onde cada uma representa um dos pecados captais e elas recebem uma grande missão: Enfrentar e derrotar o Deus da Destruição, pois Zeabolos mesmo voltando a vida, ficou incapacitado e não poderá mais lutar. Mas existe um grande problema: Trillion solta um miasma que derruba instantaneamente todas as criaturas ao redor e só o Rei Demônio é que tem força para resistir, Faust, a pessoa que trouxe Zeabolos de volta, até conseguiu criar um anel que serve como escudo para que o portador não sofra os efeitos, mas ela só conseguiu criar uma única versão, logo somente uma das overlords é que poderá entrar e enfrentar a terrível criatura.


Agora resta ao jogador escolher a candidata ideal para o duelo que vai determinar o destino de Netherworld!



Um RPG curioso, mas punitivo


Uma coisa que é bom citar é o fato que é que você vai aprender através da falha e não tem como fugir disso infelizmente.

Trillion se encontra dormindo e você deverá utilizar esse tempo para evoluir a sua personagem para conseguir sobreviver ao confronto.


Agora detalhe: Esse jogo apresenta elementos de um roguelike, pois caso sua personagem acabe falhando, ela não terá uma segunda chance e você a perderá até chegar no final do jogo. O jogo possui múltiplos finais, mostrando que suas ações vão determinar o final da sua narrativa, fora o resultado da luta contra o Trillion.




O jogo já apresenta um sistema de gerenciamento, onde você terá 5 ciclos (cada ciclo são 7 dias) onde você:


  • Deverá treinar para aumentar seus status;

  • Melhorar sua relação com a personagem (como um simulador, onde você vai aumentando o seu nível de amizade através de conversas e presentes);

  • Encarar o Valley of Swords até para pegar bons equipamentos enquanto enfrenta algumas criaturas;

  • Potencializar a sua arma com o Blacksmith;

  • Descansar para evitar a fadiga;

  • Conversar ou até pedir dinheiro para os cidadãos de Netherworld.



É bom avisa que o jogo não tem um sistema de level up tradicional, aqui o jogador é recompensado com pontos no final de cada treinamento ou no final de cada luta e é com esses pontos que você terá que usar como moeda para aumentar seus atributos e até mesmo comprar ou evoluir suas habilidades passivas e de combate.


No final de cada ciclo você deverá enfrentar o Mokujin, uma criatura criada com o objetivo de testar suas habilidades, servindo até de treino para se acostumar com o golpes de Trillion.



Combate do Jogo que segue a essência de um Mystery Dungeon.


Basicamente estamos falando de um combate em turnos, onde que qualquer ação que você faça com o personagem equivale a um turno para os inimigos, pense como se fosse um jogo de xadrez, onde todos os personagens podem se comportar como a peça da Rainha, tendo liberdade para se movimentar pelo cenário.


O jogo pede para que o jogador não só foque na sua ação, mas foque também nas ações futuras, pois como tanto o Mokujin, quanto o Trillion mostram o local aonde eles irão atacar, você deve planejar muito bem as suas próximas ações e até sacrificar um pouco de MP caso seja necessário utilizar alguma skill que obrigue o personagem a mudar de posição.


Durante suas ações em cada ciclo, você poderá ganhar pontos de afeição que fica sendo adicionado no seu anel, Além do seu HP e do seu MP o jogador também poderá contar com sua barra de AP que são pontos de afeição, durante seus ciclos muitas ações são recompensadas com essas pontuações e possuem uma grande importância, pois na luta contra Trillion, você só vai começar a perder HP ou MP quando ele o seu AP zerar.


Agora a grande pergunta: Vale a pena?


Trillion é um jogo que vale a pena ser pesquisado, embora que eu entendo alguns motivos dele não chamar muita atenção. Temos em mãos um jogo que é dividido em 2 partes: A do treino do seu personagem e do confronto contra o nosso "final boss" em um jogo onde boa parte da sua gameplay vai ser em uma longa narrativa enquanto você deverá pensar em como preparar a sua candidata. Sua música consegue ser gostosinha e tem como adaptar ao combate, mas você não pode esquecer que o jogo vai querer te punir, e fora que são poucos momentos de combate, mas ao mesmo tempo esses poucos combates são extremamente preciosos. OBS: Caso queira jogar, salve constante ou tenha mais de um save, pois comigo o jogo travou durante o carregamento do mapa do Valley of Swords me fazendo perder bastante tempo de jogatina.

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